quinta-feira, 17 de junho de 2010

Poesia Sufi



Sofreste em excesso
por tua ignorância,
carregaste teus trapos
para um lado e para outro,
agora fica aqui.

Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.

Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti.

Eis aqui o sentido profundo de minha relação contigo,
Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu.
Rumi

A Janela



"Em cada coração há uma
janela para outros corações.
Eles não estão separados,
como dois corpos.

Mas, assim como duas lâmpadas
que não estão juntas,
Sua luz se une num só feixe."

(Rumi)
 

Daquilo que importa




Não importa o prato na mesa, 
se ele não te saciar a mais íntima
de todas as fomes

não importa a poesia,
se ela não abrir as janelas da vida
todos os dias

não importa a ponte,
se ela só te levar
até o outro lado do rio

não importa a palavra,
se ela só te consolar
no meio da rua

não importa a vida,
se ela é só armadilha

importa sim, o amor
mesmo que,
de vez em quando,
ele mate
 

Autor: Ademir Bacca

quinta-feira, 10 de junho de 2010

I Still Haven't Found What I'm Looking For - U2


Música que fala da busca da verdade...
 Aquilo à que procuramos... e mesmo que...
"Eu Ainda Não Encontrei O Que Estou Procurando"
a cada dia, a cada passo dado... nos aproximamos
da redescoberta de nós mesmo.

Eu Ainda Não Encontrei O Que Estou Procurando

Eu escalei as montanhas mais altas
Eu corri através dos campos
Só para estar com você

Eu corri, eu rastejei
Eu escalei os muros da cidade
Estes muros da cidade
Só para estar com você

Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando

Eu beijei lábios de mel
Senti a cura na ponta dos dedos dela
Queimou como fogo
Esse desejo ardente

Eu falei com a língua dos anjos
Eu segurei a mão do demônio
Estava quente à noite
Eu estava frio como uma pedra..

Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando

Eu acredito na vinda do Reino
Então todas as cores
Irão filtrar-se em apenas uma
Mas sim, eu ainda estou correndo

Você quebrou os laços, soltou as correntes
Você carregou a cruz
E a minha vergonha
Você sabe que eu acredito nisso

...Mas eu ainda não encontrei
O que estou procurando...

domingo, 6 de junho de 2010

Sammasati


Recorda-te
  

"A última palavra de Gautama, o Buddha, foi Sammasati - Recorda-te.

Numa única palavra, tudo que é significativo está contido. 
Sammasati: Recorda qual é o teu espaço interior. 
Simplesmente recorda-te. 
Não há nada a alcançar. 
Tu já és aquilo que tens procurado em todas as tuas vidas, de diferentes modos, seguindo diferentes caminhos. 
Mas jamais olhaste para dentro. 
Apenas por alguns segundos, senta-te de olhos fechados para te lembrares, para recordares onde estiveste, que profundidade foste capaz de alcançar; qual é o sabor do silêncio, da paz; qual é o sabor de desaparecer no Supremo... 
Olha para dentro. 
E sempre que tiveres tempo, já conheces o caminho... Continua a ir para o espaço interior, de modo que o teu medo de desaparecer seja deixado de lado e comeces a lembrar-te da linguagem esquecida... SAMMASATI" 

Osho

O ser íntimo...

  


que é que te habita?
que é que está em ti e és tu?...
... o mistério, a presença de nós, a nós próprios...
a interrogação? o mundo submerso da nossa intimidade,
isto que mora comigo, o ser íntimo...
o que eu sonho mal é um sonho,
porque o desejo na experiência do meu corpo.
aquilo que falo está dentro de mim...
...SOU EU


Postado originalmente em Coração de Lys

Prelude - Vangelis


 

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Entrevista Krishna Das

Entrevista com Krishana Das, falando ao GNT sobre seu caminho,
cantando mantras e os popularizando mundo a fora.

  
Entrevista no programa Altas Horas da Rede Globo - Mantra Sita Ram
  
 
Mantra Hare Krishna (lindo)






Ouça também Mere Gurudev clicando aqui
 

A Busca - Krishnamurti

 
Longamente peregrinei através de muitas vidas por muitas terras, entre
muitos povos em busca da meta que não conhecia.

Carreguei o pesado fardo de muitas posses, das riquezas do mundo, dos
confortos que fazem a estagnação.

Prostrei-me ante os altares dos santuários que encontrei à margem da estrada
Krishnamurti
e os deuses me recusaram a meta que pretendia.

E na magia das palavras e na embriaguez do incenso permaneci abrigado nas
sombras entre as paredes do templo.

Criei filosofias e credos, complicadas teorias de vida.

Entranhei-me das criações intelectuais do homem com elas me engrandeci em arrogância.

E, tão súbito quanto a tempestade desaba, vi-me nu, esmagado pela agonia de coisas transitórias.


E como as terras do deserto sem sombras assim se tornou minha vida.
Vi e me ouvi eremita.

Livra-te do veneno do preconceito que corrompe tua verdade porque és imenso
em teus preconceitos, tanto velhos quanto novos.

Livra-te da estreiteza de tuas tradições, convenções, hábitos,
sentimentos de posse.

Como o homem que não tem ouvidos,
és surdo para a música melodiosa.


Como o homem que não tem olhos,
és cego para o esplendor do crepúsculo.

Como o mergulhador que desce ao fundo do mar arriscando a vida pelo gozo
transitório,
deves tu também penetrar fundo em ti mesmo.

Como o audaz alpinista que conquista os altos cumes,
deves tu também ascender àquela altura vertiginosa,
de onde todas as coisas são vistas em suas verdadeiras proporções.

Como o lótus que, rompendo o lodo, ao céu se eleva deves tu também arredar
todas as coisas transitórias se queres descobrir tua força oculta para
enfrentar as viscitudes do mundo.

Como a rápida corrente conhece sua nascente, deves tu também conhecer teu próprio Ser.

Como a trilha tortuosa da montanha, descortina a cada instante vistas novas,
assim também em ti há uma revelação constante a cada experiência de
encontro.

Como o mar encerra uma multidão de seres vivos, em ti fazem ocultos segredos de todos os mundos.

Como a flor que desabrocha à branda luz do sol, deves tu te abrir, se te
queres conhecer.

Perscruta tuas próprias profundezas com os olhos límpidos se queres perceber todas as coisas.

Como o lago tranqüilo que reflete o céu, assim deverão os homens e as coisas em ti se refletir.

E como o rio misterioso que no largo mar se lança adentro me lancei no mar
da libertação.

A Busca
(Krishnamurti)

Budha Mahatma

  

  

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