sábado, 5 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Entrevista Krishna Das
Entrevista com Krishana Das, falando ao GNT sobre seu caminho,
cantando mantras e os popularizando mundo a fora.
cantando mantras e os popularizando mundo a fora.
Entrevista no programa Altas Horas da Rede Globo - Mantra Sita Ram
Mantra Hare Krishna (lindo)
A Busca - Krishnamurti
Longamente peregrinei através de muitas vidas por muitas terras, entre
muitos povos em busca da meta que não conhecia.
Carreguei o pesado fardo de muitas posses, das riquezas do mundo, dos
confortos que fazem a estagnação.
Prostrei-me ante os altares dos santuários que encontrei à margem da estrada
E na magia das palavras e na embriaguez do incenso permaneci abrigado nas
sombras entre as paredes do templo.
Criei filosofias e credos, complicadas teorias de vida.
Entranhei-me das criações intelectuais do homem com elas me engrandeci em arrogância.
E, tão súbito quanto a tempestade desaba, vi-me nu, esmagado pela agonia de coisas transitórias.
E como as terras do deserto sem sombras assim se tornou minha vida.
Vi e me ouvi eremita.
Livra-te do veneno do preconceito que corrompe tua verdade porque és imenso
em teus preconceitos, tanto velhos quanto novos.
Livra-te da estreiteza de tuas tradições, convenções, hábitos,
sentimentos de posse.
Como o homem que não tem ouvidos,
és surdo para a música melodiosa.
Como o homem que não tem olhos,
és cego para o esplendor do crepúsculo.
Como o mergulhador que desce ao fundo do mar arriscando a vida pelo gozo
transitório,
deves tu também penetrar fundo em ti mesmo.
Como o audaz alpinista que conquista os altos cumes,
deves tu também ascender àquela altura vertiginosa,
de onde todas as coisas são vistas em suas verdadeiras proporções.
Como o lótus que, rompendo o lodo, ao céu se eleva deves tu também arredar
todas as coisas transitórias se queres descobrir tua força oculta para
enfrentar as viscitudes do mundo.
Como a rápida corrente conhece sua nascente, deves tu também conhecer teu próprio Ser.
Como a trilha tortuosa da montanha, descortina a cada instante vistas novas,
assim também em ti há uma revelação constante a cada experiência de
encontro.
Como o mar encerra uma multidão de seres vivos, em ti fazem ocultos segredos de todos os mundos.
Como a flor que desabrocha à branda luz do sol, deves tu te abrir, se te
queres conhecer.
Perscruta tuas próprias profundezas com os olhos límpidos se queres perceber todas as coisas.
Como o lago tranqüilo que reflete o céu, assim deverão os homens e as coisas em ti se refletir.
E como o rio misterioso que no largo mar se lança adentro me lancei no mar
da libertação.
A Busca
(Krishnamurti)
quarta-feira, 2 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
As Brumas de Avalon
A misteriosa ilha mágica de Avalon foi cantada em prosa e verso por trovadores medievais.
Lá viviam seres elementais, como fadas, ninfas e elfos, além das sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza.
Era magicamente iluminada pelo Sol.
Densas brumas obscureciam o caminho até ela, onde tudo florescia.
Só quem bem conhecia os caminhos da magia era capaz de vencer as brumas de Avalon, conhecida como Ilha dos Mortos, para onde ia o mais famoso de todos os reis ingleses, Arthur, em busca de conselhos.
Séculos se passaram... Mas a lenda de Arthur e de Avalon está cada vez mais forte. Acredita-se, que o rei só espera um bom momento para voltar.
Na década de 60, arqueólogos escavaram arredores da cidade de Glastonbury, na planície de Somerset, sudoeste da Inglaterra e 150 quilômetros de sua capital, Londres.
Acredita-se que Arthur teria alí se refugiado. Foram encontrados vestígios de uma fortificação de madeira, construída no Século V, quando Arthur teria reinado.
Glastonbury foi dominada pelos celtas.
Depois, conquistada por romanos, no início da Era Cristã.
Foram Arthur e os 12 cavaleiros da Távola Redonda que, no final do século V, expulsaram os saxões da região.
O sobrenatural de “Ynis Witrin”, como Glastonbury foi chamada pelos celtas, os primeiros habitantes, era uma atração a mais para os conquistadores, que para lá se dirigiam em busca do ferro (ainda abundante e na Idade Média mais valioso que ouro).
Hoje, o cenário de “Ynis Witrin” mudou. Mas em todas as épocas, a sua história esteve envolta nas brumas da magia.
É considerada um Santuário e um dos lugares mais misteriosos do Planeta. Antigas citações indicam que era de fato uma ilha.
Arqueólogos confirmam que os campos ao redor da cidade foram pântanos drenados.
“Ynis Vitrin” significa “A Ilha de Vidro”, nome que designa um outro mundo, onde seres mágicos vivem para o todo e sempre.
Entre sítios históricos e formações geológicas nos arredores da cidade, existe em meio a planície da região, uma única colina (Tor) em forma de cone, com quase 300 metros de altura.
No cume, ruínas da torre da igreja de Santin Michel se erguem como tótem fincado na terra, num apelo aos céus.
Foram escavadas nas encostas, curvas de nível e desenhos.
Vistos de cima, lembram um labirinto ou espiral conduzindo para o alto.
Tor significa em Celta portão, passagem. Estaria alí o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha mágica de Avalon?
Os esotéricos que buscam Glastonbury acreditam que sim.
Foram versos de monge e trovadores medievais que registraram à frente das batalhas do povo bretão, a existência do líder guerreiro Arthur.
Lá viviam seres elementais, como fadas, ninfas e elfos, além das sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza.
Era magicamente iluminada pelo Sol.
Densas brumas obscureciam o caminho até ela, onde tudo florescia.
Só quem bem conhecia os caminhos da magia era capaz de vencer as brumas de Avalon, conhecida como Ilha dos Mortos, para onde ia o mais famoso de todos os reis ingleses, Arthur, em busca de conselhos.
Séculos se passaram... Mas a lenda de Arthur e de Avalon está cada vez mais forte. Acredita-se, que o rei só espera um bom momento para voltar.
Na década de 60, arqueólogos escavaram arredores da cidade de Glastonbury, na planície de Somerset, sudoeste da Inglaterra e 150 quilômetros de sua capital, Londres.
Acredita-se que Arthur teria alí se refugiado. Foram encontrados vestígios de uma fortificação de madeira, construída no Século V, quando Arthur teria reinado.
Glastonbury foi dominada pelos celtas.
Depois, conquistada por romanos, no início da Era Cristã.
Foram Arthur e os 12 cavaleiros da Távola Redonda que, no final do século V, expulsaram os saxões da região.
O sobrenatural de “Ynis Witrin”, como Glastonbury foi chamada pelos celtas, os primeiros habitantes, era uma atração a mais para os conquistadores, que para lá se dirigiam em busca do ferro (ainda abundante e na Idade Média mais valioso que ouro).
Hoje, o cenário de “Ynis Witrin” mudou. Mas em todas as épocas, a sua história esteve envolta nas brumas da magia.
É considerada um Santuário e um dos lugares mais misteriosos do Planeta. Antigas citações indicam que era de fato uma ilha.
Arqueólogos confirmam que os campos ao redor da cidade foram pântanos drenados.
“Ynis Vitrin” significa “A Ilha de Vidro”, nome que designa um outro mundo, onde seres mágicos vivem para o todo e sempre.
Entre sítios históricos e formações geológicas nos arredores da cidade, existe em meio a planície da região, uma única colina (Tor) em forma de cone, com quase 300 metros de altura.
No cume, ruínas da torre da igreja de Santin Michel se erguem como tótem fincado na terra, num apelo aos céus.
Foram escavadas nas encostas, curvas de nível e desenhos.
Vistos de cima, lembram um labirinto ou espiral conduzindo para o alto.
Tor significa em Celta portão, passagem. Estaria alí o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha mágica de Avalon?
Os esotéricos que buscam Glastonbury acreditam que sim.
Foram versos de monge e trovadores medievais que registraram à frente das batalhas do povo bretão, a existência do líder guerreiro Arthur.
O filme Brumas de Avalon, tras uma interessante versão de Avalon, vale a pena ver o filme e ler os quatro volumes do livro "As Brumas de Avalon"(The Mists of Avalon- 1979).
Sai Baba
Nunca ache pouco a transformação que está ocorrendo, como eu ando no meio de vós ...
... tudo sobre o que meus olhos caem, será transformado.
Baba
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Quem é teu irmão?
Temes a Deus porque tens medo do teu irmão.
Aqueles a quem não perdoas, tu temes.
E ninguém alcança o amor com o medo ao seu lado.
Ao teu lado está alguém que te oferece a salvação, pois o Cristo está nele.
Escolhe o que ele é, lembrando-te de que vais receber dele de acordo com a tua escolha.
Ele tem em si o poder de perdoar os teus erros, assim como tu os dele.
Contempla o teu Amigo, o Cristo que se encontra a teu lado.
Ensinamentos de Um Curso em Milagres
Aqueles a quem não perdoas, tu temes.
E ninguém alcança o amor com o medo ao seu lado.
Ao teu lado está alguém que te oferece a salvação, pois o Cristo está nele.
Escolhe o que ele é, lembrando-te de que vais receber dele de acordo com a tua escolha.
Ele tem em si o poder de perdoar os teus erros, assim como tu os dele.
Contempla o teu Amigo, o Cristo que se encontra a teu lado.
Ensinamentos de Um Curso em Milagres
domingo, 30 de maio de 2010
Rodeio de Ego
Não se deixe enganar por essa letrinha com corpinho 1, em itálico,
mostrando meu nome bem pequenininho.
É disfarce.
No fundo, meu ego megalomaníaco gostaria que o nome
estivesse em letras garrafais, brilhantes, luminosas, em
Times Square, Nova York, como aliás, fazem alguns
apresentadores de tv nas aberturas de seus próprios
programas, em geral, com seus nomes também no título.
Se não o faço é mais por
medo que por humildade, mais
por escrúpulo do que por ética. Eu tenho um ego do
tamanho de um bonde, descendo uma ladeira em
São Francisco, sem freio e cheio de passageiros.
Acredite, é mais fácil
montar um touro bravo num
rodeio durante oito segundos do que segurar meu
ego selvagem no momento em que alguém abre
a porteira desavisadamente.
A porteira, aliás, acabou de
ser aberta. Estou aqui,
me segurando, me roendo, sangrando, navegando
pela web pra me distrair e não liberar o demônio da
Tazmania por uma bobagem.
O pior é que a alegria da
platéia é ver o circo pegar
fogo e o palhaço se f.. A simples menção de que
estou em ponto de bala para deixar meu ego explodir
faz com que a galera grite 'pula! pula!', 'solta, solta'
e 'conta!conta!".
Sim, porque, assim como a
indústria alimentícia e o
marketing não colaboram pra que a gente emagreça,
o povo não ajuda ninguém a ser generoso e humilde.
Queremos sangue. Gostamos de sangue. A cor, o cheiro,
o salgado do sangue nos atrai. Por isso todo mundo
diminui a velocidade pra ver um acidente causando
outros acidentes e muito congestionamento.
O ser humano é carnívoro.
Competimos por espaço
há milênios. E agora, competimos também na web.
Competimos, é plural de majestade. Eu compito.
Mesmo que não exista a primeira pessoa do
singular do verbo competir. Dane-se. Eu sei
o que meu ego indomável quer:
re-co-nhe-ci-men-to.
Competimos por espaço
há milênios. E agora, competimos também na web.
Competimos, é plural de majestade. Eu compito.
Mesmo que não exista a primeira pessoa do
singular do verbo competir. Dane-se. Eu sei
o que meu ego indomável quer:
re-co-nhe-ci-men-to.
O ego quer ser admirado Quer
adjetivos elogiosos e
exclamações de grata surpresa. Quer muitos
clap clap clap, quer ohhhhhhhhh! cheios
de agás, quer beijinhos, cutchie cutchie,
e muito bem.
adjetivos elogiosos e
exclamações de grata surpresa. Quer muitos
clap clap clap, quer ohhhhhhhhh! cheios
de agás, quer beijinhos, cutchie cutchie,
e muito bem.
Aperto na bochecha nenê não
quer, nenê
não gosta.
quer, nenê
não gosta.
Ego é bebê. É criança,
fedelho, pentelho.
Ego é chato, voraz, desagradável.
Inadequado. Mas está lá. Sempre pronto
para clamar por justiça.
fedelho, pentelho.
Ego é chato, voraz, desagradável.
Inadequado. Mas está lá. Sempre pronto
para clamar por justiça.
Mania de ego inflado é se
sentir injustiçado.
Passatempo de ego grande é esmagar
em nome da lei. É clamar pelo correto
quando o razoável resolveria.
sentir injustiçado.
Passatempo de ego grande é esmagar
em nome da lei. É clamar pelo correto
quando o razoável resolveria.
Ego não samba, não tem jogo
de cintura.
Ego não dorme, morre de insônia.
Ego não goza, finge prazer com gemidinhos.
de cintura.
Ego não dorme, morre de insônia.
Ego não goza, finge prazer com gemidinhos.
Quem tem ego tem problema,
ema ema ema.
Por isso peço ajuda, encarecidamente, a
todos os que convivem com este monstro
na coleira que arrasto pela mão, meu ego
alemão, com mossarela italiana, convertido
ao judaísmo, trancafiado num corpo pícnico,
agarrado a um cérebro atento, medroso e
inseguro como uma criança que segura um ursinho.
Minha cabeça, é tudo o que meu ego tem pra brincar.
ema ema ema.
Por isso peço ajuda, encarecidamente, a
todos os que convivem com este monstro
na coleira que arrasto pela mão, meu ego
alemão, com mossarela italiana, convertido
ao judaísmo, trancafiado num corpo pícnico,
agarrado a um cérebro atento, medroso e
inseguro como uma criança que segura um ursinho.
Minha cabeça, é tudo o que meu ego tem pra brincar.
E por isso, de vez em
quando, meu ego pega
meu cérebro e chuta como bola no quintal do
coração e marca um gol de mão,
que deveria ser anulado.
quando, meu ego pega
meu cérebro e chuta como bola no quintal do
coração e marca um gol de mão,
que deveria ser anulado.
Meu ego e meu cérebro,
aliás, vivem em constante
disputa e quem perde a partida, sou eu.
Meu cérebro sobe na balança, o ego mente o peso.
Meu cérebro escreve um post, o ego mede as visitas.
Meu cérebro abre a porta, o ego passa primeiro.
No carro, o cérebro dá a partida, o ego acelera.
No vermelho, o cérebro freia, o ego xinga.
O cérebro quer se encontrar, o ego,se acha.
O cérebro quer um amor, o ego, se masturba.
O cérebro busca a performance, o ego quer a medalha.
O cérebro quer terminar este texto, o ego sopra
palavras.
Não é por mal, é só doença. Doença da
ilusão, de todo ser humano, de querer ser
eternamente amado.
Ser continuamente reconhecido.
Infinitamente aplaudido. Em pé.
E, claro, com transmissão simultanea
para todo o planeta.
Ao vivo.
Rosana Hermann
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