segunda-feira, 31 de maio de 2010

Quem é teu irmão?



Temes a Deus porque tens medo do teu irmão.
Aqueles a quem não perdoas, tu temes.
E ninguém alcança o amor com o medo ao seu lado.

Ao teu lado está alguém que te oferece a salvação, pois o Cristo está nele.
Escolhe o que ele é, lembrando-te de que vais receber dele de acordo com a tua escolha.
Ele tem em si o poder de perdoar os teus erros, assim como tu os dele.

Contempla o teu Amigo, o Cristo que se encontra a teu lado.

 Ensinamentos de Um Curso em Milagres

Mul Mantra - Snatam Kaur


 

Sleepsong - Secret Garden


 

domingo, 30 de maio de 2010

Rodeio de Ego


Não se deixe enganar por
essa letrinha com corpinho 1, em itálico,
mostrando meu nome bem pequenininho.
É disfarce.

No fundo, meu ego megalomaníaco gostaria que o nome
estivesse em letras garrafais, brilhantes, luminosas, em
Times Square, Nova York, como aliás, fazem alguns
apresentadores de tv nas aberturas de seus próprios
programas, em geral, com seus nomes também no título.

Se não o faço é mais por
medo que por humildade, mais
por escrúpulo do que por ética. Eu tenho um ego do
tamanho de um bonde, descendo uma ladeira em
São Francisco, sem freio e cheio de passageiros.

Acredite, é mais fácil
montar um touro bravo num
rodeio durante oito segundos do que segurar meu
ego selvagem no momento em que alguém abre
a porteira desavisadamente.

A porteira, aliás, acabou de
ser aberta. Estou aqui,
me segurando, me roendo, sangrando, navegando
pela web pra me distrair e não liberar o demônio da
Tazmania por uma bobagem.

O pior é que a alegria da
platéia é ver o circo pegar
fogo e o palhaço se f.. A simples menção de que
estou em ponto de bala para deixar meu ego explodir
faz com que a galera grite 'pula! pula!', 'solta, solta'
e 'conta!conta!".

Sim, porque, assim como a
indústria alimentícia e o
marketing não colaboram pra que a gente emagreça,
o povo não ajuda ninguém a ser generoso e humilde.

Queremos sangue. Gostamos de sangue. A cor, o cheiro,
o salgado do sangue nos atrai. Por isso todo mundo
diminui a velocidade pra ver um acidente causando
outros acidentes e muito congestionamento.
O ser humano é carnívoro. 

Competimos por espaço
há milênios. E agora, competimos também na web.

Competimos, é plural de majestade. Eu compito.

Mesmo que não exista a primeira pessoa do
singular do verbo competir. Dane-se. Eu sei
o que meu ego indomável quer:

re-co-nhe-ci-men-to.

O ego quer ser admirado Quer
adjetivos elogiosos e
exclamações de grata surpresa. Quer muitos
clap clap clap, quer ohhhhhhhhh! cheios
de agás, quer beijinhos, cutchie cutchie,
e muito bem.
Aperto na bochecha nenê não
quer, nenê
não gosta.
Ego é bebê. É criança,
fedelho, pentelho.
Ego é chato, voraz, desagradável.
Inadequado. Mas está lá. Sempre pronto
para clamar por justiça.
Mania de ego inflado é se
sentir injustiçado.

Passatempo de ego grande é esmagar
em nome da lei. É clamar pelo correto
quando o razoável resolveria. 
Ego não samba, não tem jogo
de cintura.

Ego não dorme, morre de insônia.

Ego não goza, finge prazer com gemidinhos.
Quem tem ego tem problema,
ema ema ema.

Por isso peço ajuda, encarecidamente, a
todos os que convivem com este monstro
na coleira que arrasto pela mão, meu ego
alemão, com mossarela italiana, convertido
ao judaísmo, trancafiado num corpo pícnico,
agarrado a um cérebro atento, medroso e
inseguro como uma criança que segura um ursinho.
 

Minha cabeça, é tudo o que meu ego tem pra brincar.
E por isso, de vez em
quando, meu ego pega
meu cérebro e chuta como bola no quintal do
coração e marca um gol de mão,
que deveria ser anulado.

Meu ego e meu cérebro,
aliás, vivem em constante
disputa e quem perde a partida, sou eu.

Meu cérebro sobe na balança, o ego mente o peso.
Meu cérebro escreve um post, o ego mede as visitas.
Meu cérebro abre a porta, o ego passa primeiro.
No carro, o cérebro dá a partida, o ego acelera.
No vermelho, o cérebro freia, o ego xinga.

O cérebro quer se encontrar, o ego,se acha.
O cérebro quer um amor, o ego, se masturba.
O cérebro busca a performance, o ego quer a medalha.
O cérebro quer terminar este texto, o ego sopra
palavras.

Não é por mal, é só doença. Doença da
ilusão, de todo ser humano, de querer ser
eternamente amado.
Ser continuamente reconhecido.
Infinitamente aplaudido. Em pé.
E, claro, com transmissão simultanea
para todo o planeta.


Ao vivo.

 Rosana Hermann 

Deficiências - Mario Quintana


 

A Mente e o Significado da Vida


 

quarta-feira, 26 de maio de 2010




A diferença
É o que há de mais igual
E a recompensa
Nem sempre se esconde no final
E muita coisa pedindo para acontecer
No limite do que pode haver
Para ver
Sentir e acreditar
Super-heróis podem errar
Na tentativa de não falhar
Então, sendo apenas humano
Estabeleço um plano
Para reverter os meus enganos
Em súbitas conquistas
Às vezes esqueço
Que o preço
Nem sempre compensa pagar
Mas o que é que há
Com a coragem a titubear
Pedindo passagem
Para a indecisão chegar?
Não sou assim
E assim não vou ficar...


Autor: Whesley Fagliari

domingo, 23 de maio de 2010

Jai Ganesha - Kirtan with David Newman


Para minha querida amiga Tarsila:

Jai Ganesha - Kirtan with David Newman 

           

Shiva Shambho - Kirtan with David Newman

 

Reencontro

Eu vim aqui me buscar. E aqui parecia ser longe, muito longe do lugar onde eu estava, o medo costuma ver as distâncias com lente de aumento. 

Vim aqui me buscar porque a insatisfação me perguntava incontáveis vezes o que eu iria fazer para transformá-la e chegou um momento em que eu não consegui mais lhe dizer simplesmente que eu não sabia.

Vim aqui me buscar porque cansei de fazer de conta que eu não tinha nenhuma responsabilidade com relação ao padrão repetitivo da maioria das circunstâncias difíceis que eu vivenciava.

Vim aqui me buscar porque a vida se tornou tediosa demais. Opaca demais. Cansativa demais. Encolhida.

Vim aqui me buscar porque, para onde quer que eu olhasse, eu não me encontrava. Porque sentia uma saudade tão grande que chegava a doer e, embora persistisse em acreditar que ela reclamava de outras ausências, a verdade é que o tempo inteirinho ela falava da minha falta de mim.


Vim aqui me buscar porque percebi que estava muito distante e que a prioridade era eu me trazer de volta. Isso, se quisesse experimentar contentamento. Se quisesse criar espaço, depois de tanto aperto. Se quisesse sentir o conforto bom da leveza, depois de tanto peso suportado. Se quisesse crescer no amor.


Vim aqui me buscar, com medo e coragem. Com toda a entrega que me era possível. Com a humildade de quem descobre se conhecer menos do que supunha e com o claro propósito de se conhecer mais.


Vim aqui me buscar para varrer entulhos. Passar a limpo alguns rascunhos. Resgatar o viço do olhar. Trocar de bem com a vida. Rir com Deus, outra vez.


Vim aqui me buscar para não me contentar com a mesmice. Para dizer minhas flores. Para não me surpreender ao me flagrar feliz. Para ser parecida comigo. Para me sentir em casa, de novo.


Vim aqui me buscar. Aqui, no meu coração.
 
*Texto de Ana Jácomo

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sannyas... Ser Total



“Para ser um sannyasin, é preciso um coração aberto, um coração amoroso, uma profunda confiança em si mesmo e nada mais é preciso. Você não tem que se entregar a algum mestre, não tem que venerar algum Deus e nem tem que fazer alguma prece para alguma hipotética divindade. Você não tem que ir a templos e igrejas feitos pelo homem para encontrar aquilo que está escondido dentro de você.”

“Sannyas significa coragem, mais do que qualquer outra coisa, porque ele é uma declaração da sua individualidade, da sua liberdade, de que você não será mais parte da loucura coletiva, da psicologia coletiva. Ele é uma declaração de que você está se tornando universal; você não pertence mais a país algum, a igreja alguma, a raça alguma, a religião alguma. Todo anseio por pertencer é enganoso.”
“Algum dia o sannyas começará. Ele pode começar no momento da iniciação, se a sua intensidade, integridade, se a sua confiança e seu amor forem totais, mas raramente é assim.
Iniciação é apenas você dizendo sim para a existência, e abrindo todas as suas portas e janelas para que a brisa fresca e o sol entrem e limpem você e o tornem parte do todo.”

“O sannyas precisa de um sim total e então ele pode acontecer neste exato momento. Mas a sua pequena dúvida – ela pode ser muito pequena – é como uma pequena areia em seus olhos, e você não consegue abrir os olhos. Só um pequenino grão de areia pode impedi-lo de ver todo este belo mundo. A dúvida é exatamente como um pequenino grão de areia em seu olho interior. Ele pode impedi-lo de ver o esplendor e a glória da vida, o seu próprio potencial e suas próprias flores que têm esperado por vidas para crescer e desabrochar, mas você não lhes tem dado chance”.

OSHO
http://www.neosannyas.org/on-sannyas/Portuguese

Fix You - Coldplay

 

 

domingo, 16 de maio de 2010

O Amor é a lei de Deus



A árvore da vida - de Gustav Klimt
O Amor é a lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do Homem”.

A quem ou a quê devemos amar? Podemos escolher certa folha da Árvore da Vida e despejar sobre ela todo o nosso coração? E o ramo que produziu essa folha? E a haste que sustenta esse ramo? E a casca que protege essa haste? E as raízes que alimentam a casca, os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o mar e o ar que fertilizam o solo? Se a pequena folha merece o vosso amor, quanto o mais merecerá a árvore toda!
O amor que corta uma fração do todo, antecipadamente se condena ao sofrimento. E direis: “Mas há muitas e muitas folhas em uma única árvore: umas são sadias outras são doentes; umas são belas, outras, feias; algumas são gigantes, outras são anãs. Como poderemos deixar de escolher?”. - E vos direi: Da palidez do doente provém à vitalidade do sadio. E vos direi ainda mais, que a fealdade é a paleta, a tinta e o pincel da Beleza; e que o anão não seria anão se não tivesse dado parte de sua estatura ao gigante.
Vós sois a Árvore da Vida. Cuidado para não dividirdes a vós mesmos! Não ponhais um fruto contra outro fruto, uma folha contra outra folha, um ramo contra outro ramo; nem ponhais o ramo contra as raízes, ou a árvore contra a terra-mãe, pois, é exatamente isso que fazeis quando amais uma parte mais do que o restante, ou com a exclusão do restante.
Vós sois a Árvore da Vida. Vossas raízes estão em toda parte; vossos ramos e folhas, em toda parte; vossos frutos em todas as bocas. Sejam quais forem os frutos dessa árvore; sejam quais forem seus ramos e folhas; sejam quais forem as suas raízes; serão os vossos frutos, vossas folhas e ramos, serão as vossas raízes. Se quiserdes que a árvore dê frutos doces e aromáticos, e a desejardes sempre forte e verde, cuidai da seiva com que alimentais as suas raízes.
O Amor é a seiva da Vida; o ódio, o pus da morte. Mas, o Amor, tal como o sangue, precisa não encontrar obstáculos para circular nas veias. Reprimi o movimento do sangue e se tornará uma ameaça, uma praga. E que é o ódio senão amor reprimido ou amor retido, tornando-se veneno tanto para quem o alimenta como para o alimentado; para quem odeia como para o que é odiado. Uma folha amarela na vossa Árvore da Vida é somente uma folha a que faltou amor. Não culpeis a folha amarela. Um ramo ressequido é somente um ramo faminto de amor. Não culpeis o ramo ressequido. Uma fruta podre é somente uma fruta amamentada com ódio. Não culpeis a fruta podre. Culpai antes o vosso coração cego e egoísta que repartiu a seiva da vida para uns poucos e a negou a muitos, negando assim a ela própria. Não há outro amor possível senão o amor a si próprio. Mas nenhum ser é real, senão aquele que abrange o Todo.
Eis porque Deus é Amor; porque Deus se ama a Si Mesmo. Se o amor vos faz sofrer, é porque ainda não encontrastes o vosso próprio ser, nem achastes a chave de ouro do amor, pois se amais um ser efêmero, o vosso amor é efêmero. O amor do homem pela mulher não é Amor; é algo muito diferente. O amor dos pais pelos filhos é tão somente o limiar do sagrado templo do Amor… Deixai que os homens se gabem de carnes e ossos que se apegam a outras carnes e ossos, mas jamais deis a isso o sagrado nome de Amor.
Não conhecereis a alegria do Amor enquanto houver ódio em vossos corações. Quando odiais alguém ou alguma coisa, na verdade odiais a vós mesmos, pois o que odiais está inseparavelmente ligado ao que amais, como o verso e reverso da mesma moeda. Se quiserdes ser honestos convosco mesmos, tereis que amar aqueles e aquilo que odiais e aqueles e aquilo que vos odeia, antes de amardes o que amais e o que vos ama… Que ninguém se orgulhe de amar. O Amor é uma necessidade; mais necessidade é do que o pão e a água; mais do que a luz e o ar… Deveis respirar no Amor tão natural e livremente como respirais o ar para dentro e para fora de vossos pulmões. [Mas], não espereis recompensa do Amor.
O Amor é, em si mesmo, recompensa suficiente para o amor, assim como o ódio é, em si mesmo, recompensa para o ódio. Assim como um poderoso rio que se esvazia no mar é reabastecido pelo mar, assim deveis esvaziar-vos no Amor, para que sejais preenchidos para sempre de Amor. Sempre vos ouço dizer que o amor é cego, no sentido de que não vê defeitos no ser amado… Desejaríeis ser sempre tão cegos que não encontrásseis faltas em coisa alguma. Não! Claro e penetrante é o olhar do Amor; por isso não vê faltas. Quando o Amor houver purificado a vossa visão, não vereis jamais nada que não seja digno de vosso amor. Só uma visão despojada de amor, um olho faltoso, está sempre ocupado em encontrar faltas; e quaisquer que encontre serão as suas próprias faltas…
O Amor integra; o ódio desintegra… Mesmo os vossos corpos perecíveis como parecem ser resistiriam à desintegração, se amásseis com a mesma intensidade cada uma das células que o constituem.
O Amor é a paz cheia das melodias da vida. O ódio, a guerra ansiosa pelos satânicos golpes de morte. Que preferis: o Amor para gozardes a paz eterna, ou o ódio para estardes em guerra?! Toda a Terra está viva em vós. O Céu e suas hostes estão vivos em vós. Amai, pois a Terra e todos os seus habitantes se amais a vós mesmos. Amai o Céu e os seus habitantes se amais a vós mesmos.

Trechos de “O Livro de Mirdad” - Mikhail Naimy
Recolhido do blog de Kátia Bueno - http://katiabueno.blogspot.com
  

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