quarta-feira, 14 de abril de 2010

É chegada a hora


É chegada a hora.
Não serve mais caminhar como antes.
  

Porque eu sou do tamanho que vejo...

  
Onde você vê um obstáculo, Alguém vê o término da viagem E o outro vê uma oportunidade de crescer. 
Onde você vê um motivo para se irritar, Alguém vê a tragédia total E o outro vê uma prova para sua paciência.
Onde você vê a morte, Alguém vê o fim E o outro vê o começo de uma nova etapa... 
Onde você vê a fortuna, Alguém vê a riqueza material E o outro pode encontrar por trás de tudo, a dor e a miséria total.  
Onde você vê a teimosia, Alguém vê a ignorância. Um outro compreende as limitações do companheiro, percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo. E que é inútil querer apressar o passo do outro, a não ser que ele deseje isso.  
Cada qual vê o que quer, pode ou consegue ver.
 
Porque eu sou do tamanho do que vejo.  E não do tamanho da minha altura.

Fernando Pessoa

A Pequena Alma e o Sol

  
Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!
A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.
- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.
Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava.
A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era.
Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:
- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?
E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?
- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo.
Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.
- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.
- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada.
Depois a sua expressão mudou.
- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Bem, não há nada para além da Luz.
Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.
- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.
- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida.
Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol.
E o Sol não seria o Sol sem vocês. "Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria
de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz
quando estás no meio da Luz - eis a questão".
- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.
Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.
- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.
- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.
- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.
- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.
Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exactamente o oposto.
- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a
Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois.
E por isso, - continuou Deus - quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz
para amaldiçoar a escuridão.
"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão.Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"
- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.
- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver
que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!
- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!
- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?
- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.
- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de
ser especial?
A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.
- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.
- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de
especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.
- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo.
- Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?
- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.
- Está bem. É isso que eu quero ser.
Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.
- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.
A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.
- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.
- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.
- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.
Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma
conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.
Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar.
Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.
- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.
- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.
E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.
- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!
- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.
- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade
tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?
- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.
A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.
- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim.
Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas.Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali,
o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.
- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que
Perdoa.
- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.
- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.
Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:
- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.
- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.
- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!
Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.

- O que é? - perguntou a Pequena Alma.
- O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!
- Claro que esta Alma Amiga é um anjo!- interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.
E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.
- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.
- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no
momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...
- Sim? - interrompeu a Pequena Alma
- Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.
- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.
- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que
eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.
- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti!
E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar
como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.
E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.
E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.
Lembra-te sempre,- Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos.

Neale Donald Walsch

A Nova Terra


 

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Earth Song

   

Fatos:

Haiti - Abalo grau 7.4 Richter - 12 Jan 2010
Madeira - Tempestade com arrastamento de terras e dizimação de povoações - 20 Fev 2010
Portugal - Tempestade com ventos ciclonicos, cheias e inundações - 27/28 Fev 2010
França - Tempestade com ventos ciclónicos e inundações - 27/28 Fev 2010
Chile - Abalo grau 8.8 Richter - 28 Fev 2010
Argentina - Abalo grau 6.1 Richter - 27 Fev 2010
Japão - Tsunami 90 cms - 28 Fev 2010
Brasil - inundações em São Paulo - Fev 2010
Brasil - Desmoronamentos de encostas e inundações Rio de Janeiro - Mar 2010
  

Que mais precisamos para acordarmos?
 

Esquecemos o caminho do coração

 
O problema com o homem moderno é que esquecemos a linguagem do silêncio, esquecemos o caminho do coração.


Esquecemos completamente que há uma vida que pode ser vivida por meio do coração.

Somos muitos presos à cabeça, e porque estamos demais na cabeça não fazemos qualquer sentido na expressão do amor.

Isso torna-se cada vez mais problemático.

Osho, em "The Dhammapada The Way of the Buddha"

terça-feira, 6 de abril de 2010

A força


Mesmo quando tudo parecer retroceder, devemos lembrar que em nosso interior está a força que precisamos para novamente avançar. Mesmo que tudo pareça estar a se desfazer, precisamos nesses momentos, mais do que nunca, buscarmos nossa fé, reavivarmos nossas convicções e nos calçarmos no que já aprendemos.

Já sabemos que nunca nos dão uma pedra maior do que conseguiríamos rolar, se não estamos conseguindo, é porque provavelmente estamos dando poder demais a pedra e de menos a nós mesmos.

A força vem da nossa capacidade de compreender nosso poder, de reconhecer nossa sabedoria e manifestar nosso amor.

terça-feira, 30 de março de 2010

Você não é quem você pensa que é!

 
   

   
  

O significado de Satsang

 
Satsang significa proximidade estreita com a verdade; significa perto da verdade; significa perto de um Mestre que se tornou um com a verdade - simplesmente estar perto dele, aberto, receptivo e esperando. Se a sua espera se tornou profunda, intensa, uma comunhão profunda acontecerá.
O Mestre não vai fazer nada. Ele simplesmente está lá, disponível. Se você estiver aberto, ele fluirá para você. Esse fluir é chamado de satsang. Com um Mestre, você não precisa aprender nada mais. Se você puder aprender satsang, isso e o bastante - se você puder estar próximo a ele sem perguntar, sem pensar, sem argumentar, simplesmente presente, disponível, então, o ser do Mestre pode fluir para dentro de você. E o ser pode fluir. Ele já está fluindo. Sempre que uma pessoa alcança a integridade, seu ser se torna uma radiação, ele flui. Quer você esteja lá para receber ou não, esse não é o ponto. Ele flui como um rio. Se você estiver vazio como um vaso, pronto, aberto, ele fluirá em você.

Principalmente Satsang, significa estar em companhia da mais alta Sabedoria e Verdade.
Ouvindo o Som do Silêncio e o Som da Verdade de cada momento, o nosso Som interior.

Ramana Maharshi disse: “Compreenda primeiramente o significado de satsang.” Dizemos sempre que satsang significa boa companhia.

Mas Ramana Maharshi dá este significado ao satsang: Sat significa existência, sat significa Divino. A união com Deus é satsanga, não é um discurso ou uma conversa. De modo que, quando contempla, ou medita e pensa em Si Mesmo, isso é satsanga. Satsang é ser um com o Divino, ser um com o Espírito, ser um com a Consciência. Isso é o que se supõe que fazemos no satsang. 

Obrigado a minha amiga Irene por me dispertar a curiosidade sobre satsang.

Satsang

  
Você não é o que você pensa que é.

ideias:
se vc notar que tudo que você concebe são apenas IDEIAS que você tem a respeito das coisas, vc saberia que as coisas não são as ideias que vc tem das coisas. Satsang é fazer com que vc encontre as coisas em sua pureza, sem a interferência das suas idéias.

medos:
Satsang não é confronto com os seus MEDOS, Satsang é o encontro com a verdade, e a verdade é absolutamente livre de medos.

sonho:
o lado de fora não tem nada para vc: essa é a verdade do Satsang. Se vc está procurando do lado de fora, saiba que vc está sonhendo. Em Satsang rompe-se o SONHO e vc acorda.

visão:
Satsang te dá uma VISÃO do que a presença do silêncio faz com tudo que você acha que é real.

revelação:
satsang é exatamente a REVELAÇÃO de quem vc é.

paz:
Se vc notar aquele que nota, existe imediatamente uma calma, uma PAZ, parece que o mundo ajuda, os telefones param, os aviões param. Neste momento, está comungando por cada um de nós, objetivamente, da mesma forma, isto é Satsang.

luz:
O que vc faz em terapia é olhar para as coisas negativas que existem dentro de vc. Sentar em Satsang é olhar para a LUZ que vc é.

liberdade:
Satsang é uma profunda liberdade, é o reconhecimento da LIBERDADE absoluta.

entrega:
Em Satsang vc olha para tudo aquilo que está acontecendo e vc se ENTREGA, porque agora vc entendeu que confiança (entrega) é absolutamente a única arma que lhe resta.

silêncio:
Satsang é simplesmente gozar do SILÊNCIO que vc é e reconhecer que vc é aquele que observa.

aqui e agora:
O convite em Satsang é que vc se desmanche completamente no AQUI E AGORA, que vc seja exatamente aquilo que vc é e que não tem como saber.

espiritualidade:
O que estou propondo em Satsang é que vc alcance, inteligentemente, uma ESPIRITUALIDADE verdadeira, não supersticiosa. Não existe ninguem que possa salvar vc. Você tem que desmascarar para vc mesmo a idéia de que vc seja alguém, quem quer que esse alguem seja.

 Satyaprem

segunda-feira, 15 de março de 2010

Caminho

 
"Para além da curva da estrada
Talvez haja um poço, e talvez um castelo,
E talvez apenas a continuação da estrada.
Não sei nem pergunto.
Enquanto vou na estrada antes da curva
Só olho para a estrada antes da curva,
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva.
De nada me serviria estar olhando para outro lado
E para aquilo que não vejo.
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos.
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer.
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma."

Prática Budista

O Mito do Poder


Quando observas o mundo atual, vês exemplos de grupos e de nações que usam a força para invadir e atacar outros grupos e nações. Umas vezes, fazem-no para se apoderarem de recursos naturais, tais como terras ou petróleo, outras vezes para destruir uma cultura, um sistema de crenças ou, simplesmente... porque o ADN concedeu uma aparência física distinta a um determinado grupo humano!


No próprio coração do mito do poder existe uma confusão fortemente enraizada entre o que é o «poder sobre...» e o «poder com...»


O PODER SOBRE...

Quando o mundo refere um homem ou uma mulher poderosos, a que tipo de poder se está a referir concretamente?

Se definires o mundo somente através dos cinco sentidos físicos, então o poder fica definido por aquilo que és capaz de ver, tocar, sentir, escutar e provar. Vês o poder como dominação ou como «poder sobre» os outros, sobre o meio ambiente ou, inclusive, sobre ti mesmo. E, face à forma como as sociedades definem o poder e o concentram em uns poucos indivíduos, torna-se fundamental estabelecer organizações para prevenir o mau uso dele. Por isso, é necessário ter vigilantes que averigúem aqueles que detêm o poder. Assim, quando uma sociedade ou um grupo define o poder em termos da habilidade para administrar o uso de recursos tais como dinheiro, vidas humanas, exércitos, armamento, alimentos e matérias-primas, o medo fundamental reside na possibilidade de que esse poder venha a cair nas mãos de outra pessoa ou de outro grupo. Este «poder sobre» os demais, evidentemente, reforça e aprofunda a separação, dado que é impossível exercer o «poder sobre» as pessoas sem as converter em «os outros», quer seja baseando-se na sua religião ou ideologia, quer seja na cor de pele ou no género. Quando a personalidade procura o poder fora de si mesma, centra-se nas coisas materiais e nas outras personalidades, uma atitude que está contaminada pelo conceito de que algo é «mais poderoso do que eu» ou «menos poderoso do que eu».

Mas há uma alternativa para este falso tipo de poder. Quando nos voltamos para o ESPÍRITO revela-se um poder baseado na criatividade, na cooperação amorosa, na reverência, na harmonia e na colaboração heróica.


O PODER COM...

Este poder alternativo está baseado no «poder com» o ESPÍRITO e com os demais seres humanos; ironicamente, porém, o primeiro passo para chegar ao «poder com...» é a rendição. Mas a rendição perante o ESPÍRITO poderá parecer a submissão ante algo que é «mais poderoso do que eu», tal como no caso do «poder sobre...» Ora, não será isto o mesmo cão com uma coleira diferente? Bom, o «poder sobre...» requer, de facto, a submissão de um perante outro porque ambos se sentem separados. Portanto, só se verifica quando esse sentimento de separação existe.

Enquanto te sentires separado do ESPÍRITO verás na rendição uma sujeição ante uma força superior, como se fosses uma cidade sitiada que, finalmente, abre as portas ao saque e à violação por parte do exército conquistador. Mas se, pelo contrário, sentes uma união perfeita com o ESPÍRITO, a rendição converte-se na ampliação dos teus insignificantes planos, cuja existência está limitada pelo medo; a rendição irá substitui-los por outros grandiosos, de ascensão planetária e pessoal, nos quais o individualismo do «tenho de fazer tudo sozinho» é trocado pelo alinhamento com as forças inimaginavelmente poderosas que, hoje, concentram o seu trabalho sobre o planeta.


O teu problema, enquanto alguém que usa o poder baseado na personalidade, isto é, separado do ESPÍRITO, é que podes vir a perdê-lo: outros podem roubar os teus recursos, a idade pode roubar-te o vigor, a doença pode roubar-te a saúde. Mas se baseares o poder naquilo que és, nada nem ninguém te poderá roubar.


O facto de te veres a ti mesmo como um ser multidimensional que está a passar por uma experiência humana, em vez de um humano que está a viver uma experiência espiritual, põe-te em contacto com o verdadeiro poder, com a sua ilimitada criatividade e potencial. Ironicamente, porém, a coisa mais poderosa que fizeste foi teres desenvolvido a habilidade para te transformares num ser humano! Conseguiste fazer com que os teus corpos crescessem dentro de uma matriz feminina; conseguiste que, no momento do nascimento, ou pouco antes, uma parte da tua identidade fosse incorporada nesse pequenino corpo; conseguiste que o «pano» descesse sobre a consciência para que te fosse possível esquecer o que tinhas feito; por fim, conseguiste esquecer-te do teu verdadeiro poder e identidade... só para que a brincadeira fosse mais convincente!

Este é um dos actos mais poderosos jamais realizados em qualquer ponto de qualquer Universo! Cada um de vocês disse: «Sou suficientemente forte e imenso para cumprir esta vida. Posso vendar os meus próprios olhos perante o meu ser colossal e triunfar entre os biliões de outros que fizeram a mesma coisa. Talvez nos combatamos, talvez haja disputas; mas conseguiremos transcendê-las e conseguiremos recordar a nossa verdadeira natureza.» E, de facto, quando não estão conscientes do verdadeiro poder que detêm, tratam de se guerrear para açambarcar o mais possível, antes que outro o faça.


Cada acção não amável ou daninha que este planeta viu ocorrer, sempre foi cometida por alguém que, de alguma forma, se sentia impotente; e quanto mais forte for o sentimento de impotência, maior será a falta de amabilidade ou o dano da acção.


Só podes exercer «poder sobre» os outros se os teus «conceitos de realidade» te informarem que «eles» estão separados de ti... mas também alterar estes «conceitos de realidade» no que toca à «separação»!

No entanto, o que dificulta o acesso ao teu verdadeiro poder e natureza é o facto de, na espécie humana, a pedra angular da separação estar edificada no nível celular. Realmente, raros são aqueles que sentem uma verdadeira unicidade num nível físico profundo; a maioria sente algo muito diferente, algo que está armazenado a nível celular: a vergonha.


A VERGONHA

A personalidade, inicialmente, serviu como os «olhos e os ouvidos» do ESPÍRITO sobre este planeta. Mas, há muitíssimo tempo, quando decidiram brincar ao jogo da separação, a personalidade assumiu uma identidade separada do ESPÍRITO. Então, vocês moldaram um ego externo que assumisse o papel do ESPÍRITO e determinasse o que era real, e o que fazer tendo por base essa percepção de «real». Então, para que o eu-ego se mantivesse inconsciente da separação do ESPÍRITO (a chamada «queda do homem»), resolveram depositar uma energia muito especial na estrutura genética da espécie humana.

Trata-se da vibração da vergonha, a qual opera de forma diferente em cada pessoa: uns sentem-se como «anjos caídos», outros como se tivessem sido apanhados a cometer uma terrível ofensa, outros, ainda, como se estivessem sujos e enlameados. Porém, todos fazem grandes esforços para evitar este sentimento de não serem merecedoras.

Tenta observar alguns acontecimentos da tua vida a partir deste ponto de vista e perceberás o que te quero dizer?


A compensação por sentir esta vergonha também é demonstrada de maneiras diferentes: elitismo, competência, etc. Por exemplo, quando alguém se sente separado dos outros e nem sequer está seguro da existência de algo chamado ESPÍRITO, é inevitável que o eu-ego procure a segurança comparando-se com os demais e tratando de se instalar o mais alto possível na escala social.

A razão pela qual as notícias da TV se centram em mortes e acidentes é para permitir que sintas que outra pessoa está em pior situação do que tu; assim, pelo menos temporariamente, sentes-te um pouco mais protegido apenas porque, hoje, não te tocou a ti!

Sentindo-se exilada do ESPÍRITO, a personalidade vê a vida quase como um castigo, em vez de como uma dádiva ou de como uma oportunidade para se expressar. Daí que a expressão «prisão perpétua» passe a ter todo o significado.


O que interessa saber sobre esta vergonha, é que ela é uma herança dos teus genes, pois faz parte do programa de vivência no Planeta Terra; está, no entanto, tão enraizada no teu corpo físico que nunca a examinas como aquilo que é: uma condição inerente ao facto de estares encarnado. Por isso, cada vez que ouves alguém dizer algo como: «Deverias era ter vergonha de ti mesmo!», a faca remexe-se na ferida.

É que, num nível muito profundo, concordas com tais palavras!


É claro que todos colaboraram para que o jogo da separação fosse assim. Não era possível que se limitassem a simular que estavam separados do ESPÍRITO; a coisa tinha de ser feita com muito realismo para que o jogo funcionasse. E não há dúvida que, como facilmente se pode verificar, funciona perfeitamente!


Portanto, a vergonha reside no centro de cada célula do corpo físico. Normalmente, ao desencarnar deixas essa vergonha «celular» para trás; todavia, se queres ascender com o corpo, tens de a libertar das tuas células.


A LIBERTAÇÃO CELULAR

Muitos Trabalhadores da Luz estão a iluminar um caminho para que outros irmãos o possam vir a percorrer. Em fases extremas deste processo, alguns poderão sentir-se repentinamente forçados a uma posição de impotência, o que pode causar uma rápida e maciça libertação da vergonha das células para os seus campos de energia, de onde, então, poderá ser removida.

É claro nem todos os Trabalhadores da Luz tomarão a decisão de seguir este procedimento; muitos preferirão uma libertação mais suave e a mais longo prazo. De qualquer forma, quando sentires qualquer tipo de vergonha, fica sabendo que não se trata de algo teu, mas sim de outra energia que deves retirar do teu campo energético. Portanto, não consideres a vergonha como parte da tua identidade, e não te sintas culpado de seres quem és.

A verdade é que, enquanto Trabalhador da Luz, tu estás a transformar a vergonha inerente à espécie humana, em uma expressão mais elevada de unicidade e de serviço com o ESPÍRITO. Assim, a energia da vergonha, tendo o ESPÍRITO por guia, está a ser removida das tuas células para os campos energéticos - uma experiência que, muito frequentemente, é encarada como preocupante, em vez de como uma condição inerente ao ser humano. A melhor forma de lidar com esta situação é passar através dela. Pretender evitar ou tentar suprimir o sentimento de vergonha equivale a reconhecer a sua realidade e a tua impotência para resolver a questão. Por conseguinte, muito simplesmente, encara-a como uma herança celular, algo impresso pela cultura terrena, e não como uma parte da tua identidade divina.


E, uma vez que irás sentir os efeitos da «cremação» da vergonha retirada das tuas células, permite-te reconhecer que tal operação não concerne à tua essência, mas que é algo com que vieste lidar a este planeta. Se, acaso, te sentires desamparado e impotente, procura outros Trabalhadores da Luz, alguns dos quais, certamente, estarão a passar pela mesma experiência. E não te inibas em aceitar ajuda deles; o tempo do individualismo já passou. A Humanidade tem vindo a deslocar-se para uma era de co-criação, pelo que se torna importante permitir a inter-ajuda.


Os Trabalhadores da Luz têm estado a cumprir a sua missão neste planeta mas, até ao presente e em muitos casos, isso tem ocorrido solitariamente. Agora, porém, estão a ser chamados para que trabalhem com outros Trabalhadores da Luz na co-criação do seguinte nível de evolução da espécie humana, à medida que os antigos padrões, baseados na separação, vão sendo extraídos da herança genética da espécie.

Todavia, os Trabalhadores da Luz não podem fazer isto sozinhos!


Outro recurso que podes utilizar sempre que a vergonha aflorar, é sentires o teu verdadeiro poder.


Neste sentido:

• pede ao ESPÍRITO «uma capacidade cada vez maior para fazer o que seja necessário»;
• invoca os anjos da Força Destruidora para que centrifuguem essa energia para fora dos teus campos energéticos;
• pede a Saint Germain que aplique a Chama Violeta nos teus campos.


Após uns poucos segundos, ou minutos, sentir-te-ás mais calmo e subtilmente mais poderoso. Permite que este novo sentimento de poder flua nos teus corpos e visualiza como ele enche e inunda o espaço deixado vazio pela vergonha que foi removida das células.


CONTROLE

Outra parte do mito do poder é a ilusão do controle. Qualquer controle que julgas ter sobre ti mesmo pertence ao ESPÍRITO.


Quando as coisas correm bem na tua vida, significa que o teu eu-espírito está a trabalhar através dos teus campos de energia; quando correm mal, continua a ser o trabalho do eu-espírito só que, neste caso, ele tenta chamar a atenção consciente da personalidade ou procura pô-la ao corrente de algo importante.


Portanto, se as coisas não estão a decorrer de feição, procura sinais de limitação ou de controlo nos teus «conceitos de realidade».

Pretender controlar ou manipular os acontecimentos, de acordo com as ideias da personalidade e com a forma como as coisas deveriam ser, é uma actividade escusada que pode gerar desilusão, frustração e raiva. Assim sendo que podes tu fazer?

Quando te alinhares com a intenção do ESPÍRITO no que concerne às tuas funções, converter-te-ás numa força que não pode ser detida porque, a partir desse momento, segues o fluxo do Universo.

E, com isto, voltamos à velha pergunta: Como se sabe qual é a intenção do ESPÍRITO? Uma resposta possível é: Qualquer coisa que faça cantar o teu coração!


Ariel oferece-nos um teste triplo para decidir neste sentido:

1) Dá-te satisfação?
2) É divertido?
3) Serve aos propósitos da Luz?


Se as três respostas forem afirmativas estarás a seguir os propósitos do ESPÍRITO; se uma ou duas forem negativas é provável que o curso da acção não esteja alinhado com esses propósitos.

Se fizeres estas três perguntas em relação, por exemplo, ao teu trabalho ou profissão, e se obtiveres um «não» para todas as três perguntas, é melhor começares a pensar seriamente em mudar de trabalho ou até mesmo de carreira, pois não estás em sintonia com o teu verdadeiro poder. Ir «contra a corrente» dá imenso trabalho, ao passo que «fluir com a corrente» não pede grande esforço... e é muito mais divertido!

Fluir com a corrente ajuda as coisas a crescer em vez de a desmoronarem-se, e as pessoas que vão surgindo ajudam, em vez de estorvar. Assim, o controlo é uma ilusão; o fluir com o ESPÍRITO é uma realidade.

Tudo o que és e tudo o que possuis é o resultado da forma como o teu eu-espírito dispõe as coisas. O que podes fazer, ao nível da personalidade, é estar consciente destas informações e adicioná-las à «linha de produção».
Garanto-te que serás ouvido!


O VERDADEIRO PODER

À primeira vista, a vergonha e o abandono do controlo parecem ter pouca relação com o poder. Estão, porém, ligados, porque exercer o controlo e o poder sobre os outros é uma reposta directa à vergonha, a nível celular, e uma tentativa de a suprimir.


Vocês colocaram a vergonha nas células para impedir que pudessem sentir o verdadeiro poder!


Portanto, o verdadeiro poder é, simultaneamente, a arma para lidar com a vergonha e o resultado obtido depois dela ser removida das células. O verdadeiro poder é um «estado de ser», não um «estado de fazer». «Fazer» o poder é o método antigo; «ser» o poder é expressar o ESPÍRITO. Isto não quer dizer, todavia, que devas sentar-te numa almofada e passes o resto da vida a irradiar energia. Podes actuar... mas com uma diferença: agora, as acções provêm desse lugar interno calmo e sereno, que sabe ser uma força imensa e ilimitada trabalhando harmoniosamente com Tudo O Que É.

Precisamente da mesma forma em que «O Tao acerca do qual se pode falar, não é o Tao», o poder que deve actuar não é o verdadeiro poder. O verdadeiro poder é forte e humilde ao mesmo tempo, porque conhece a sua força. A força significa caminhar sem medo, uma vez que temer seja o que for nega a habilidade individual de alguém criar a sua própria realidade.


• Caminha envolto em segurança porque já não há estranhos, porque estás em harmonia com a Natureza e com todas as suas criaturas.
• Ama livremente através do verdadeiro poder, porque já não receias nem a rejeição nem a dor.
• Dá a partir de ti mesmo, sabendo que a rejeição é um sinal de que os outros são incapazes de receber o que tu és!
• Deixa de competir com demais, porque a competição implica vergonha e nega a mestria de uns e outros; reconhece que, em última instância, estás a competir contra ti mesmo. O verdadeiro poder coopera sem egoísmo, reconhecendo que ninguém o pode explorar.
• Perdoa incondicionalmente sabendo que fluis através da vida reconhecendo que comparticipas na criação de cada acontecimento das tuas vidas.
• Não atires a culpa para cima de ninguém nem sequer de ti mesmo, porque vives permanentemente na esteira do ESPÍRITO.
• Não julgues nada nem ninguém, pois o julgamento está ancorado na vergonha; ao invés, considera o ESPÍRITO para saber o que é verdadeiro em cada momento. A partir desta perspectiva passas a ver tudo com os olhos do ESPÍRITO que se expressa e passa a trabalhar através da tua personalidade.


Talvez não vejas a perfeição na resposta dos outros; saberás, contudo, que não és o seu juiz e que lhes dás o espaço de que necessitam, sem te enredares nas situações em que estão envolvidos. E, se o sofrimento te visitar, não o evites; experimenta-o e honra a tua criatividade por o teres manifestado. A marca mais grandiosa da pessoa verdadeiramente poderosa é a sua habilidade de se compartilhar a si mesma com os outros, permitindo que o amor do ESPÍRITO lhes chegue, sem restrição.

Tal como já vimos, o amor não é algo que se «faça» mas sim algo que se permite que seja. O amor é algo que só ocorre quando alguém se permite vivenciar o seu próprio poder. Vejo muitos Trabalhadores da Luz escondendo-se sob uma falsa humildade ou modéstia, enquanto tratam de se manipular a si mesmos para parecerem que são «primorosamente primorosos».


Por favor, não te mentalizes no sentido de rechaçar o teu poder. Muita gente julga que o preço de pertencer à chamada Nova Era é o abandono de todos os tipos de poder, inclusivamente o seu verdadeiro poder. Não podem estar mais enganados!


A partir do primeiro empurrão agressivo associado ao teu nascimento no mundo do plano físico, estás aqui para servir o planeta e a sua população autóctone. Não podes cumprir isso choramingando, escondido no quarto. Tu és o ESPÍRITO encarnado e chegaste aqui com uma missão. Por conseguinte permite-te assumir o teu verdadeiro poder e trata de ser quem, de facto, és.


Qualquer acção que te apeteça empreender a partir destas premissas estará baseada no verdadeiro poder, no «estado de ser» da tua imensa magnificência. Isto não significa que abandones a docilidade e a gentileza... ainda que, de vez em quando, isso possa acontecer; significa, sim, que actuas a partir do amor e da compaixão, desse estado onde não há medo, fazendo o que sentes ser correcto para esse momento. Algumas vezes agirás sozinho; outras vezes, dentro da aura de poder de outros professores.


Portanto, dado que estão a entrar – todos! - num tempo de gloriosa expressividade, cada uma das vossas facetas é merecedora de tal expressividade. Saúdo-vos por terem empreendido esta existência e encerro este capítulo recordando-lhes o quão poderoso é, na verdade, o ser que são.

Consertados com outros Trabalhadores da Luz, podem co-criar milagres.

Do livro Um Manual Para a Ascenção  - por Serapis Bey
 

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