domingo, 6 de setembro de 2009

A Mente, o Corpo e o Ser

Sri Sathya Sai Baba

O homem está amarrado pela mente e os sentidos. No caminho espiritual o primeiro a fazer é controlar a mente; se a mente está calma, então alcançarão um estado de mente superior. Neste estado não são alcançados pelos sentimentos mundanos, físicos ou transitórios. Enquanto a mente seja pura, nenhuma maldade poderá invadir o coração; quando a mente está contaminada por maus sentimentos, então permitirá a procriação de pensamentos malignos.

Assim como as mãos, os ouvidos, os olhos e as pernas são membros ou órgãos do corpo humano, os corpos de todos os seres humanos são membros da sociedade. A sociedade é um membro da humanidade e esta é um membro da natureza, esta, por sua vez, é um membro da Divindade. Compreendam esta relação entre a Divindade e os seres humanos com a adequada perspectiva.

Pelo fato de se identificarem com o corpo, não é realizada a divindade inerente. O corpo é somente um instrumento. Devemos comer para sustentâ-lo; precisamos do alimento para sua proteção e roupa para protegê-lo do frio e do calor. O corpo é a fonte de todas as doenças que surgem pelo desejo (de objetos materiais). O desejo propicia o surgimento do apego e do ódio. Não há nada errado em desejar comida, refúgio e roupa. Os desejos excessivos são os que originam apego e frustração. O desejo deve estar dentro de certos limites, eles não devem ser convertidos em doença oculta. O desejo de acumular não existe nos pássaros e nas bestas, mas ele abunda só entre os seres humanos. O homem perde sua qualidade humana por causa desta cobiça em atesourar para propósitos egoístas.

O corpo, a mente e o intelecto são como as roupas que usam. Por acaso choram quando trocam sua roupa velha por outra nova? A morte é uma troca de vestimentas. Por causa da enorme associação que estabeleceram com o corpo, vocês choram quando chega a morte. Considerem que esta relação é só temporal.
Muitos perguntam: Que acontece com a alma depois da morte do corpo? Quanto tempo se tarda em renascer? Isto não faz sentido.. Pode ser explicado com um exemplo: quando ligam a chave da lâmpada, esta se acende pela corrente elétrica que flui até ela. Se tiram a lâmpada não acontece nada com a energia que ainda está ali, embora não mais na lâmpada. Da mesma maneira o corpo vêm e vai, mas a alma é eterna.

Encarnações da Divindade! Vocês devem eliminar todas as ideias e atitudes estreitas. Todas as coisas mundanas são como nuvens passageiras, só a Divindade é permanente e imutável. Ela pode ser realizada através do caminho do amor puro.


Atitude do terapeuta




Aquele que se ocupa em tratar dos corpos vê sempre
Abrirem-se as portas das almas.

- Chemins De Ce Temps-Là
 
Atitude Interior
  Se dedico agora todo um capítulo à atitude do terapeuta, seja ela interior ou exterior, é porque essa atitude vai ter um papel de grande importância na execução do tratamento. É fácil entender que tratamentos voltados para os corpos sutis exigem de quem os dispensa o alinhamento de seus atos, pensamentos e palavras, a fim de que, como sucede com um vaso de cristal, as energias que o atravessam não sejam limitadas e até mesmo obstruídas por escórias que só fariam retardar a passagem da luz.
  A qualidade do tratamento dispensado vai depender da nossa qualidade enquanto seres no momento da nossa ação, pois ninguém pode atuar como terapeuta se não tentou trabalhar a si mesmo e purificar-se das próprias escórias.
  Isso não significa, de modo algum, que é preciso ser perfeito para poder dispensar esse tipo de tratamento. Seria muita pretensão de minha parte julgar ter resolvido todos os meus "problemas", mas é certo que, de vida em vida, um dos meus objetivos foi sempre o de conseguir que meus diferentes corpos estivessem suficientemente sintonizados entre si para servirem de canal às energias de luz que sempre presidem qualquer tratamento.
  Embora antes da época dos essênios eu já tivesse conhecimento dos tratamentos, refiro-me aos de dois mil anos atrás porque os ensinamentos dessa época são de grande precisão e Jesus, um dos meus maiores professores.
  Jesus fazia uma grande diferença entre os mágicos e os enamorados do Amor. Os "milagres" realizados por estes e por aqueles pareciam idênticos, mas nos planos sutis a diferença era grande, pois a compreensão da Vida estabelecia-lhes a qualidade. Ele nos dizia, com relação à materialização de objetos, basicamente o seguinte:
  "Existem duas maneiras de realizar os fatos a que nos referimos... Para a maioria dos seres, a diferença é nula, pois seus olhos de carne não captam senão os efeitos... Os mágicos projetam os raios de sua alma até o objeto de sua avidez, fazem-no sofrer uma transformação e trazem-no para o lugar onde se encontram... Eu porém dos digo: aquele que cria o faz por amor, aquele que se apropria do já criado opera pelo desejo.
  "O desejo vos destruirá se não estiverdes atentos. Ele vos força a tomar sem dar nada em troca. As leis do Sem Nome são inversas às que vós estabelecestes sobre a Terra, meus Irmãos; aquele que colhe sem nada distribuir não pode senão empobrecer-se inexoravelmente... Assim, eu não vos proponho o poder, mas a compreensão. Compreender é amar. "
  Se faço menção a essas palavras no capítulo das atitudes é para que se entenda melhor o que pode ser o "desejo" do terapeuta e para que não sejamos mágicos-terapeutas, mas orientadores amorosos.

O Desejo
  Freqüentemente, e de forma sutil, infiltra-se em nós o desejo de aplicar um tratamento, e está aí muitas vezes a pedra de tropeço em nosso caminho. Todos nós desejamos que a pessoa que nos procura se cure e, mais ainda, que "nós" possamos curá-la, proporcionar-lhe o alívio que ela veio buscar junto de "nós". Isso parece de uma lógica absolutamente inevitável. Entretanto...
  Um ser que sofre não sofre por acaso. Através da provação por que passa, ele aprende e cresce, pois as provações são, freqüentemente, "presentes" que damos a nós mesmos, para irmos mais longe em nós e para além de nós. O sofrimento não é uma fatalidade, e certos mundos não o conhecem mais. Um acidente ou uma doença são sinais para nos fazer entender que uma parte de nós está em desacordo com a outra. São encontros impostos pela nossa vida supraconsciente que se tornarão trampolins assim que os tenhamos compreendido e resolvido. Pode acontecer, é claro, que um grande sofrimento nos faça fechar-nos como um tatu-bola sobre nós mesmos e torne mais lento o nosso caminhar. Conheço perfeitamente isso, por experiência própria, mas sei também que há sempre uma "luz no fim do túnel", mesmo que este pareça terrivelmente escuro no momento em que o atravessamos. Não quero dizer com isso que o terapeuta não possa fazer nada. Pelo contrário, ele pode nos levar a considerar o nó do "problema" que nos coube de uma perspectiva mais elevada; pode igualmente trazer os tijolos e o cimento que vão nos permitir reconstruir-nos; mas ele não poderá jamais construir no nosso lugar, percorrer o nosso caminho, porque isso somente nós podemos fazer.
  Para o terapeuta, o desejo de curar freqüentemente está ligado ao fato de querer ser indispensável. Saber que sem nós uma pessoa não pode sair da situação em que se encontra, ou antes que nós podemos tirá-la dessa situação, é uma questão de orgulho. Queremos ser, nesta terra, indispensáveis, úteis, ou seja, valorizados, e se achamos que não temos capacidade para tal, preferimos tornar-nos marginais, no sentido relativo do termo, que para mim significa, neste caso, ser contra a sociedade, porque não encontramos nela o nosso lugar. Eu, particularmente, defendo uma outra forma de marginalidade, principalmente interior, e que nos deixa a possibilidade de dizer "sim" ou "não" por genuína escolha.
  Pelo "desejo" nós existimos, mas não "somos". Sejamos nós mesmos no mais profundo do nosso ser, e estejamos bem certos de que ninguém cura ninguém. Essa afirmação pode parecer a você ousada ou fora de lugar, mas vidas e vidas passadas tratando das pessoas permitiram-me compreender isso tudo profundamente. Podemos aliviar, ajudar, trazer elementos que contribuem para a cura, mas a Cura propriamente dita, a Vida e a Morte não dependem de nós.
  Certos doentes não querem se curar; desejam-no, é claro, superficialmente, mas a doença apresenta-se a eles como uma proteção e, embora ilusória, parece dar sentido à existência. Outros não vêem como sair do "impasse", que nunca existe de fato, e no mais profundo de si mesmos, muitas vezes inconscientemente, preferem morrer. São muito numerosos também os que partem curados para outros mundos, pois o nó que existia neles dissolveu-se afinal. Não temos dados suficientes para saber o que é bom ou justo neste ou naquele caso e, se desejarmos dar o melhor de nós mesmos a quem pede a nossa ajuda, isso nos levará a uma grande humildade.
  A luz que passa através de nós no momento dos tratamentos, a qualidade do amor que vamos poder dar, esse é o nosso "trabalho".
  O "desejo" toma muitas vezes a aparência de amor, da mesma forma que se confunde freqüentemente a emoção, que parte do terceiro chakra, com o amor, que parte do quarto; confunde-se também afeição com amor. Evidentemente, pode haver diferentes formas de amor e algumas podem ser coloridas por outros sentimentos, mas o Amor com A maiúsculo não tem família nem fronteiras, nem obrigações nem coloração. Ele E, e freqüentemente quem o pratica nem mesmo sabe que o pratica porque está mergulhado nele; ele é Amor. Isso é exigido de nós como algo fundamental.

O Julgamento
  Esse amor total não pode admitir julgamento. Neste ponto, também a fronteira é sutil entre julgamento e opinião. Emitir uma opinião, dar um parecer sobre alguma coisa ou sobre alguém é uma atitude neutra e está mais próximo de unia constatação. Emitir um julgamento é implicar-se pessoalmente na opinião, tomar partido segundo a nossa experiência, sem nos colocarmos na pele do outro. A neutralidade é uma qualidade indispensável, mas neutralidade não significará jamais indiferença ou frieza. Nós trabalhamos o amorterapeuta e devemos fazer florescer a confiança e a paz nos seres sofredores que nos procuram.
  Numa aldeia dos índios hurons, li esta frase que ficou gravada em minha mente:
"Grande Manitu, não me deixes criticar o meu vizinho por tempo muito prolongado, da mesma forma que eu não usaria seus mocassins durante uma lua inteira. "
  Isso nos leva a uma outra qualidade que devemos desenvolver como terapeutas.

A Compaixão
  É a chave indispensável que abrirá todas as portas, mas é também a chave que temos de procurar, pois a perdemos há muito tempo!
  Por ocasião da minha aprendizagem, na época essênia, os Irmãos ensinaram-me como respirar no ritmo do ser que sofre. Eu sabia que poderia, dessa forma, pouco a pouco, identificar-me com ele e, sem adquirir o seu mal, vivê-lo interiormente. Essa etapa é indispensável, pois vai permitir captar a fonte do mal, depois desviá-la para o nosso corpo de luz antes de transmutá-la com toda a força do nosso coração e da nossa vontade.
  Ter compaixão não significa naufragar com o outro, mas amá-lo suficientemente para saber o que ele sente. E compreender o que ele é sem julgá-lo; é sentir o que ele sente sem a emoção que o invade. Cada um de nós pode encontrar múltiplas definições para a palavra "compaixão". Na verdade pouco importa sua definição, desde que se saiba durante alguns minutos ser Ele, esse outro eu que sofre e nos chama.
  "Aquece o teu coração, faz brilhar as tuas mãos e não haverá nem dor que possa desenvolver a sua espiral, nem mal que continue a tecer a sua teia...", ensinavam ao pequeno Simon os irmãos do Krmel.

A Transmutação
  "Não se destrói o mal... "
  Diante da doença existe uma lei universal que aprendi na época de Jesus e que ponho sempre em prática: não se destrói o mal. É nossa alma que permite a sua existência por causa das suas próprias fraquezas; devemos, então, não aniquilá-lo ou afastá-lo, mas substituí-lo pela luz que, ao tomar o seu lugar, transmutará a sombra.
  Essa noção deve estar sempre presente quando praticamos, pois, ao utilizar o tipo de método ensinado aqui, nosso estado de espírito assemelha-se àquele do alquimista que vai transformar o chumbo em ouro. Nosso intuito não é destruir, arrancar, retirar o que quer que seja; operamos no amor e por amor, e é a luz que o compõe que deverá, pouco a pouco, substituir as zonas de sombra que deixamos instalarem-se em nós. Pode acontecer de certos terapeutas, e mesmo certos doentes, odiarem o mal que carregam ou que pensam que devem combater. Trata-se de um erro grosseiro, mesmo que compreensível, humanamente falando. Também neste caso é preciso impregnar-se das leis cósmicas que, invariavelmente, continuam sua trajetória para além de nossa compreensão. Quanto mais enviarmos pensamentos de ódio, de cólera, de rancor a quem nos machuca, tanto mais reforçamos a ação dessa pessoa e enfraquecemos a nossa. Lembrando o itinerário de viagem das formas-pensamento, fica mais fácil compreender como um pensamento de ódio vai atrair para nós outros pensamentos do mesmo tipo e nos embrutecer consideravelmente, obscurecendo por um momento a luz com que poderíamos nos reconstruir interiormente. Além disso, essa forma-pensamento vai alimentar e entreter o mal contra o qual lutamos muitas vezes sem muita habilidade.
  Lembro-me da época da guerra do Golfo. Os pensamentos de ódio disparavam na direção de Saddam Hussein e, nessa ocasião, as pessoas com quem costumamos trabalhar nos diziam: "Se vocês envolverem esse ser em ódio, esses pensamentos reforçarão a ação dele no sentido da maldade. Se vocês lhe enviarem pensamentos de paz, a ação dele será por eles enfraquecida, pois não encontrará mais o alimento que a compõe... "
  Cabe a nós, portanto, saber o que queremos; e se nem sempre podemos, num primeiro: momento, agradecer à doença pelo caminho que nos obriga a percorrer, evitemos ao menos alimentá-la.

Atitude Exterior
  "Boa vontade não basta... "
  Considero difícil estabelecer uma separação entre atitude interior e atitude exterior. As duas estão estritamente ligadas e se sustentam, mas é necessário abordar o lado mais técnico, ao menos para quem está começando. A técnica não é, na verdade, senão um suporte para alguma coisa que está além de nós e que aos poucos há de instalar-se em nós. Entretanto, vi muito freqüentemente pessoas animadas de enorme boa vontade fazerem qualquer coisa a pretexto de ouvir o coração. Somos feitos de diversos elementos e não devemos negligenciar um deles em proveito de outro. O estado psicológico está a nosso serviço, nossa vontade também está e nós devemos utilizá-los como tais.
  "De boas intenções o inferno está cheio" - é um ditado popular de muito bom senso. Aqui também reforço o meu alerta: para tornar-se um bom terapeuta, boa vontade não basta! Mesmo que todo o Amor do mundo esteja latente em você, é preciso ainda fazê-lo florescer e aceitar humildemente a aprendizagem necessária e os conhecimentos dos mundos sutis que impossibilitam virmos a transgredir certas leis sem sofrer ou provocar conseqüências.
  Atualmente, os habitantes da Terra, em sua grande maioria, funcionam no nível do terceiro chakra. Isso significa que muitas vezes o nosso modo de amor é humano demais e perpassado de emotividade. Esse amor, por mais válido que seja, não nos vai proporcionar o necessário distanciamento, a ponto de nos isentar de aprender. Da mesma forma que um excelente pianista pode improvisar com sucesso, se quiser, porque antes estudou suas escalas, assim também cada terapeuta poderá ir além das técnicas para proclamar o que sente profundamente, desde que tenha algo a ultrapassar, isto é, desde que tenha, ele também, "estudado suas escalas".
  É sempre muito curioso ouvir pessoas que pensam que podem fazer qualquer coisa a pretexto de alcançar planos mais sutis do que aqueles nos quais costumamos "trabalhar". Buscar o "sutil" não significa caminhar ao acaso, ou agir conforme o humor ou a disposição do momento. Temos em nós todas as capacidades e podemos despertá-las, mas o "abandonar-se" é algo que se aprende, a "neutralidade" também, assim como a "compaixão". Certamente não aprendemos a desenvolver isso tudo da mesma forma que aprendemos matemática ou história. As lições são sempre muito práticas e a vida se encarrega de colocá-las no nosso caminho até que tenhamos compreendido o que tínhamos para aprender... Mas trata-se sempre de um aprendizado e não podemos deixar de considerá-lo; da mesma forma que, para aprender a ler e a escrever, precisaremos de um pouco de tempo e de perseverança, mesmo fazendo dessa atividade algo agradável, o que é o ideal.
  Depois desse alerta, passo a lhe propor alguns "pontos de referência" no tocante à posição a assumir por ocasião dos tratamentos.
  Particularmente, prefiro, hoje em dia, realizar o tratamento usando um colchonete colocado diretamente sobre o chão; mas algumas pessoas, terapeutas ou pacientes, podem ter dificuldade para se movimentar nessa posição. Nesse caso, uma mesa de tratamento dará conta plenamente da tarefa.
  O paciente deverá estar em trajes íntimos, ou pelo menos vestindo roupas de algodão para evitar interferências, e não deve cruzar pernas ou braços a fim de não cortar os circuitos de energia. Deve também, pelas mesmas razões, tirar relógio e jóias. Não há nisso nada de excepcional ou esotérico; é fácil compreender que o cruzamento das pernas pode dificultar a circulação do sangue, acontecendo o mesmo com relação às energias nos planos mais sutis.
  Quem administra o tratamento deve estar de pé junto do paciente, se este estiver deitado em um leito ' ou mesa de tratamento, e sentado na posição de lótus ou de joelhos, se o paciente estiver deitado sobre um colchonete apoiado diretamente no chão. A coluna vertebral do terapeuta deverá estar o mais reta possível para que as energias com que trabalha circulem mais facilmente.
  Depois de ter-se deixado envolver pela calma e pela neutralidade, o terapeuta, pode e deve dirigir-se ao paciente para que este se sinta confiante e invadido por uma benfazeja serenidade. A beleza e a simplicidade do lugar poderão sem dúvida contribuir para que se instale esse oportuno bem-estar. A partir desse instante preciso, tem início a verdadeira preparação para os tratamentos, de que falarei detalhadamente a seguir.
 
Artigo retirado do Livros dos Essênios



Tenho Procurado



Autora : Vera Iannuzzi


Procuro com um olhar no céu o passado, o presente e o futuro,
A mente divaga, saio viajando por entre as estrelas, numa busca incansável,
determinada a encontrar...
Percorro os meridianos, indo do micro ao macro,
Vasculho os insondáveis silêncios e escuto diálogos inaudíveis,
Quanto mais me aproximo da "luz", a maior barreira para este salto quântico, maior é o
confronto do "conhece-te a ti mesmo !".
Será que sou este Eu ?
Será que fui aquele Eu ?
Serei outro Eu ?
Uma variedade reunida numa singularidade chamada nós,
A razão de eu ser o que sou é porque "nós" existimos.
As estrelas e os planetas são registros deste passado,
tanto distante quanto próximo deste Eu.
Serei parte destas estrelas que procuro e contemplo ?
Sou o passado delas ou elas são o meu passado ?
Cabe-me viajar, elaborar uma rota para acessar este retorno
desafiando leis físicas e metafísicas,
ultrapassando a mente, aprofundando na alma.
Descortinando planos interdimensionais, a realidade se apresenta,
orbitando em torno do núcleo da galáxia, onde pulsa, vibra, emite,
não tenho palavras para este momento....
É a "música"/harmonia das esferas, propagando-se em formas de ondas de
energia, ondas de amor interpenetrando todos os átomos.
Corpos físicos, constituindo-se destas ondas, de elementos dos planetas e estrelas.
Somos antenas radiotransmissoras,
captamos sinais de uma passado cósmico remoto.
Traduzimos estes em eventos planetários, materializando o curso da jornada,
singrando a rota do futuro.
Os objetos celestes os quais apreciamos dão a
chave para um entendimento desta constituição terrestre.
Imagens, sentimentos, emoções, palavras, gestos, construções e etc,
arquivos do inconsciente galáctico, este ser que pulsa e evolui em "nós".
Entender esta harmonia,
sentir esta vibração, eis a chave do reencontro.

sábado, 5 de setembro de 2009

Sal da Terra

I still haven't found what I'm looking four - U2

O Jardineiro Fiel

Powaqqatsi - Uma Vida em Transformação



É simplesmente um dos mais magníficos espetáculos visuais e auditivos já criados. Combinando uma fotografia deslumbrante e a música do compositor Philip Glass, Powaqqatsi é uma "experiência de tirar o fôlego que atua em muitos níveis... emocional, espiritual, intelectual e estético ".
Corajoso, perturbador e épico em sua grandeza, este filme extraordinário coloca em discussão tudo o que pensamos saber sobre a sociedade contemporânea.
Através da justaposição da imagens de culturas antigas com as da vida moderna, Powaqqatsi magnificamente expões o custo do progresso humano. É um filme que fala à alma, assim como à mente.




Primeiros 5 min do filme com cenas feitas em Serra Pelada - garimpo no Brasil que já não existe mais. Proibido devido as condições desumanas.

Apenas Uma Vez

Dois talentosos músicos se encontram por acaso e a paixão de ambos pela música faz com que vivenciem uma experiência inesquecível. Filme se passa nas ruas de Dublin, emocionante e com bela música.

 

O som do coração

 
O som é a origem da forma, toda forma ou substância tem seu próprio som. Ter a capacidade de entrar em contato com isto, mesmo que de forma inconsciente, através da inspiração e sensibilidade é um talento, um dom musical. Muitas pessoas tem este dom, em suas diversas intensidades e fluidez.

Mas ter a capacidade de sentir e ouvir o som original de toda forma e harmonizá-las em uma expressão musical é com certeza estar o próprio ser mais perto da divindade. É estar em tão íntimo contato com a criação e em comunhão com o criador que flui para a realidade como talento. É a sublimação do dom musical humano de criar. Talvez August Rush expresse com mais clareza o talento de muitos mestres da música que deixaram seu legado e talvez também de alguns que existem em nossa época.

Observe algumas frases presentes no filme:

Freddie Highmore - Evan Taylort [August Rush]:

- Ouça! Consegue ouvir?

- A música?

- Eu consigo ouví-la em qualquer lugar...

- No vento... No ar... Na luz... Está ao nosso redor...

- Agente precisa se abrir... Agente só... Precisa ouvir.

Ele seguiu a música com o único objetivo de encontrar seus pais e criou através da música toda sua história, toda sua busca por eles, todo seu desejo de encontrá-los, todo seu amor, as notas chaves que os atrairiam. Pois tudo que ele sentia através dos sons, e já pressentia que eles existiam e que sua relação era de puro amor.

Robin Williams - "Wizard" [Mago]:

Você sabe o que é música?...

É um lembrete de Deus de que tem alguma além de nós no universo... Ligação harmônica entre todos os seres vivos, em todo lugar... Até nas estrelas.

Sabe o que tem lá fora?

Uma série de tons maiores... É um arranjo da natureza governada pelas leis da física, do universo inteiro... Som harmônico, energia pra estar de acordo...

Esta personagem representa o materialismo do dom musical , a perda de conexão da alma com o universo. Ele tem todas as percepções latentes que Evan tem, ele percebe isto no universo, porém perdeu sua ligação interna consigo mesmo, com a música, com Deus. Ele ama a música, mas perdeu seu amor próprio ao transformar a música em um meio de sobrevivência que parasita o talento dos outros. Ele percebe a sinfonia do universo, porém sua nota chave está destoando desta comunhão, ele perdeu sua conexão com sua própria alma. Enquanto que August Rush participa desta comunhão e a compartilha com todos através de seu dom, por que sua nota chave é uníssona com o universo e ele a expressa através do som do coração, o amor.

A maioria de nós é como o “Mago”, mas podemos ser como August Rush. Muito provavelmente não nos tornaríamos todos compositores, pois cada um tem seu talento latente e talvez ainda não descoberto, mas as possibilidades, quando se sabe que é o responsável pela realidade que nos cerca, é infinita e ilimitada.

Escolha suas músicas, escolha seus pensamentos, escolha suas palavras, seja o regente de sua vida.

Pois tão importante quanto buscar respostas sobre nossa origem e a do universo é buscar maneiras de viver melhor agora.

Este texto foi inspirado em uma discussão na comunidade Caminho Espiritual, onde alguns membros trouxeram suas contribuições de textos como de Gil Mahadeva, de fontes de conhecimentos sobre Física Quântica, de fontes de suas crenças, de livros como "A descoberta do terceiro olho" (Vera Stanley Alder), "A Tradição do Yoga” (Georg Feuerstein) e de nossas prórprias inpressões e conclusões sobre o assunto. E de Isabel Batista em http://devaneiosdeumamulher.blogspot.com.

La Belle Verte

"Turista Espacial" (1996 - 99 minutos), o título dado ao filme no Brasil, foi dirigido e protagonizado por Coline Serreau. A trama toda é centrada em Mila, uma extraterrestre de 150 anos e cinco filhos, que vem à Terra como parte de uma coalização intergaláctica. De um planeta adiantadíssimo, a alienígena vem para nos trazer uma mensagem de harmonia com a natureza. A Terra ainda é considerada pelo seu grupo como o único planeta incorrigível. Mila tem codificados em seu cérebro dois programas telepáticos, criados para reestruturar o modo de pensar destrutivo dos humanos. Ela pousa em Paris sem que ninguém perceba a sua chegada... Logo de cara, não se dá bem com a nossa alimentação e precisa segurar recém-nascidos que lhe transmitem energia. Numa maternidade, Mila conhece um médico que a ajudará em sua importante missão. Depois de muita dificuldade, a extraterrestre consegue se adaptar aos nossos costumes "atrasados" e, na volta para casa, leva consigo algumas jovens amigas e um bebê que fora abandonado pelos pais. A diretora Coline Serreau - que recebeu prêmio pelas músicas que compôs para o filme - faz uma divertida e também sarcástica crônica sobre o nosso caótico planeta. Imperdível.

 

kymatica

Amor Além da Vida

Primavera, Verão, Outono, Inverno...e Primavera

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